O carvão é um combustível popular e conveniente para cozinhar nas zonas urbanas e periurbanas, onde há pouco acesso à electricidade e onde não é viável recolher lenha. O carvão produz menos fumaça e compostos orgânicos voláteis quando queimado em comparação com a lenha, e é uma fonte de renda para as pessoas nas áreas rurais. O carvão possui alto valor energético por peso, mas os processos de produção tradicionais são ineficientes e exigem grandes quantidades de madeira, que resultam na desflorestação a menos que se combina com replantação. Os fogareiros a carvão são geralmente simples, ineficientes e frequentemente perigosos se usados em espaços fechados, quando a combustão incompleta liberta monóxido de carbono. Soluções que abordam ambos os problemas estão a ser trabalhadas pela ADPP Ngola e parceiros. Um projecto de Promoção de Fogareiros Eficientes não está apenas atender às necessidades de fogareiros mais duráveis, eficientes e seguros, mas também oferece oportunidades de aprendizagem aos estudantes das Escolas Polivalentes e Profissionais, bem como oportunidades de geração de renda para os fabricantes locais. Os estudantes nas Escolas Polivalentes e Profissionais nos Ramiros, Viana (Zango), Caxito e Huambo aprenderam a fazer fogareiros, desenvolvido em colaboração com a Universidade de Córdoba e a Universidade José Eduardo dos Santos ao usarem material de origem local. Os resultados são impressionantes. Em Fevereiro de 2021, os estudantes produziram 216 fogareiros. Demora três a quatro dias para fazer um fogareiro, com os estudantes a trabalharem trios e a respeitarem todas as medidas de prevenção da Covid – 19. Primeiro, eles adquirem proficiência em corte e soldadura ao trabalharem com metais simples de baixo custo antes de iniciarem a produção com chapas galvanizadas. Até ao momento, 225 estudantes participaram no projecto. A Escola Polivalente e Profissional – Viana (Zango) estabeleceu um processo de fabricação quase industrial, que dividiu os estudantes em turmas nos períodos da manhã e tarde, nas quais diferentes microgrupos trabalharam no desenho e corte de metais, moldura do corpo cilindro do fogareiro, feitura da câmara de combustão, soldadura de novos fogareiros, acabamento de fogareiros e fabricação de alavanca e suporte de madeira. Todos os estudantes participantes aprendem sobre os antecedentes do projecto ao estudarem o aquecimento global, mudanças climáticas e desflorestação. 107 produtores locais de fogareiros estão a beneficiar-se. Alguns deles são antigos estudantes, enquanto os restantes são ferreiros com as suas próprias oficinas. Eles participam de sessões teóricas sobre o ambiente e sessões práticas nas sextas-feiras de tarde e aos sábados de manhã. A promoção de fogareiros eficientes está a produzir resultados, à medida que os potenciais compradores valorizam a poupança que podem fazer.
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O projecto "Promoção de fogões eficientes de carvão e aproveitamento de resíduos de carvão através de briquetagem" está a ser implementado nas Escolas Politécnicas da ADPP e as comunidades envolventes no Bengo, Luanda (Viana e Ramiro) e Huambo. O projeto piloto está sendo implementado no período de novembro de 2019 a outubro de 2021 em colaboração com o Ministério da Cultura, Turismo e Meio Ambiente, PNUD e GEF.
Tive a oportunidade de fazer o meu estágio profissional na empresa Moto-Engil onde fui colocado na área de serralharia. Eu aprendi muito. Foi uma boa formação.
Meu nome é Hipólito. Estudei três anos na Escola Polivalente e Profissional Cabinda, 7ª, 8ª e 9ª classe. Na 7ª classe fiquei um pouco confuso sobre toda a profissão, sobre o que eu deveria aprender e as diferentes disciplinas, mas gostei muito da viagem de sobrevivência e dos professores que ensinaram bem. Tive problemas com a disciplina de Língua português que acabei por aprovar para 8ª classe. Das profissões, gostei muito de serralheria e do tutor da profissão. Fizemos muito trabalho. Além disso, aprendi muito sobre canalização.
Na 9ª classe, tive a oportunidade de fazer o meu estágio profissional na Moto-Engil onde fui colocado na área de serralharia. Eu aprendi muito. Foi uma boa formação.
Agora terminei os três anos. Vou continuar a estudar no Instituto Pré-Universitário “PUNIV”, mas também vou trabalhar numa oficina na cidade de Cabinda. Eu já tenho um lugar. Meu futuro é trabalhar e estudar.
Terminei a minha formação na Escola Polivalente e Profissional de Cabinda.
Meu nome é Antónia da Costa Gaspar, sou recém-graduada do grupo 2 do projecto Mulheres Empreendedoras da Estalagem. Devido a situação em que o mundo está mergulhado, a pandemia do Coronavírus, estou a realizar actividade de corte e costura em casa. Embora fazendo este trabalho em casa, diariamente consigo costurar e receber várias obras, o que tem contribuído no bem-estar da minha família.
Já produzi muitas mascarás de pano e tive muito rendimento. Existem senhoras que queiram vender máscaras, como não sabem costurar, elas contactam-me e sou paga para fazer o serviço delas. Agora faço serviços diversos, roupas de crianças e de adultos, tenho sido consultada por muitas mulheres do meu bairro. Agradeço os esforços dos formadores que me ensinaram como fazer uma boa produção e como fazer um bom plano de negócio para alavancar o meu negócio. É na crise onde encontramos oportunidade de rendimento.
No Bie, Huambo e Malanje, a ADPP está fornecer aulas de alfabetização aos agricultores envolvidos no projeto de Desenvolvimento e Comercialização da Agricultura Familiar, financiado pelo Banco Mundial. Durante a quarentena, a equipe do projeto continuou a dar aulas individualmente ao domicílioe em pequenos grupos, sob as regras do distanciamento físico. Aqui, dois dos participantes falam sobre as lições durante o Estado de Emergência:
I am now a seamstress thanks to the dressmaking course at the Women Entrepreneurs Project in Estalagem. I live with my husband and we have seven children.
I earn a living by doing this wonderful sewing work. I take orders from a number of customers and I make clothes to sell. Thanks to this work I manage to support my family.
During the State of Emergency, I decided to join the group of women who are producing face masks at the center. As a seamstress, I am collaborating in the production of face masks at the Women Entrepreneur Project in Estalagem, as we are living in a period of emergency in the country and in the world in general. In the situation that the country is experiencing, I participated in a talk about the prevention of Covid-19, and I have passed the knowledge gained on to my family.